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Distúrbios da Coagulação

A coagulação sanguínea é um processo extremamente importante para o bom funcionamento do nosso organismo. Permite a resposta e regeneração de tecidos danificados, re-estabelecendo sua função original. Também atua na destruição dos coágulos, que poderiam se depositar em vasos e interromper o fluxo sanguíneo normal.

É comum associarmos os distúrbios da coagulação aos processos hemorrágicos: em geral a pessoa que tem um sangramento que não é interrompido espontaneamente é porque tem alguma disfunção da coagulação (coagulopatia). Porém, a coagulação exagerada também pode acarretar problemas ao organismo, principalmente com a formação de trombos vasculares, que podem originar um infarto ou AVC, por exemplo.

A coagulação é um processo que ocorre em cascata, após um estímulo geralmente ocasionado por uma lesão tecidual. Inicia com a adesão das plaquetas, que são fragmentos celulares responsáveis pela formação de um tampão plaquetário. Essa etapa é chamada de hemostasia primária.

Na hemostasia secundária, vários fatores de coagulação são liberados (a partir da agregação plaquetária inicial) que culminam com a produção de fibrina, que irá se unir ao tampão plaquetário, estabilizando esse tampão e formando um coágulo estável. Esse coágulo servirá como base para a regeneração tecidual.

Coagulação

Outro sistema importante em nosso organismo é o fibrinolítico. Algumas enzimas são responsáveis em lisar o coágulo previamente formado. Se isso não ocorrer, ele pode se desprender da parede do vaso e acabar se depositando em outro local, como uma veia de pequeno porte, obstruindo seu fluxo. Esse coágulo que é transferido de uma região à outra chamamos de trombo. Dependendo do seu tamanho e do local em que fica depositado, pode ocasionar uma interrupção total ou parcial do vaso. Por isso que alguns pacientes com histórico de doenças trombóticas fazem uso preventivo de ácido acetil salicílico (AAS). O AAS, em baixas concentrações (por isso se utiliza o AAS infantil), auxilia na destruição (lise) do trombo. Seu uso diminui a probabilidade de novos episódios de formação de trombos vasculares.

Um trombo também pode ser formado pela deposição de gorduras na parede do vaso, o que chamamos de placas de ateroma. Pacientes hipertensos, diabéticos e com dislipidemias estão mais propensos à aterosclerose. Essas placas geram uma resposta inflamatória, que pode também levar à obstrução dos vasos.

A hemofilia, doença genética na qual há uma deficiência na produção de um fator de coagulação, é exclusiva do sexo masculino (ligada ao cromossomo X) e pode levar à hemorragias intramusculares e intra-articulares que desgastam primeiro as cartilagens e depois provocam lesões ósseas. Os principais sintomas são dor forte, aumento da temperatura e restrição de movimento. As articulações mais comprometidas costumam ser joelho, tornozelo e cotovelo.

 

Avaliação laboratorial da coagulação

 

A necessidade de avaliação da coagulação sanguínea se dá normalmente por:

- análise pré-cirúrgica;

- investigação de hemorragias;

- uso de medicamentos (anticoagulantes);

- pacientes que tem predisposição para distúrbios da coagulação.

Entre os exames que podem ser solicitados para avaliação da coagulação, temos:

- Tempo de protrombina (TAP ou TP):

- Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPa ou KPTT);

- Contagem de Plaquetas;

- Prova do Laço

- Tempo de Sangramento

- Tempo de Coagulaçao.

Cada um dos exames citados acima tem uma indicação, dependendo do tipo de suspeita clínica que o médico apresenta. Muitas vezes vários destes exames são necessários para, a partir da história clínica e exame físico, chegar à um diagnóstico final. Procure seu médico para avaliação, ele saberá quais exames são indicados para o seu caso e poderá interpretar os resultados da maneira adequada

 

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