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Excesso de pelos: Pode ser Hirsutismo?!

O hirsutismo é definido como a presença de pelos terminais na mulher, em áreas anatômicas características de distribuição masculina (aumento de quantidade de pelos na mulher em locais como queixo, buço, abdome inferior, ao redor de mamilos, entre os seios, glúteos e parte interna das coxas). Pode manifestar-se como queixa isolada, ou como parte de um quadro clínico mais amplo, acompanhado de outros sinais de hiperandrogenismo, virilização, distúrbios menstruais e/ou infertilidade.

O hirsutismo, embora seja raro, costuma afetar as mulheres durante os anos férteis e após a menopausa, geralmente está associado à irregularidade menstrual, alterações hormonais, infertilidade e acne. Muitos casos não têm causa definida.

SINTOMAS, ETIOLOGIA E QUADRO CLÍNICO

O surgimento deste distúrbio pode ser provocado por causas genéticas, uso de medicamentos e distúrbios glandulares (chamados endocrinológicos).

No hirsutismo “familiar”, o crescimento de pelos ocorre, mas não por causa dos ciclos menstruais ou de um desbalanço hormonal predominantemente androgênico (hormônios masculinos). Nesse caso a condição pode estar associada a alguns grupos étnicos específicos, sendo um achado “normal” para estas mulheres.

No hirsutismo de origem androgênica, o crescimento de pelos está ligado ao excesso de produção de androgênios (hormônios masculinos) pelas glândulas adrenais e os ovários. Em geral nestes casos ocorre um surgimento progressivo dos pelos, e deve ser investigado. Há causas diversas, sendo as mais comuns os distúrbios na regulação da produção dos hormônios sexuais e seu balanço, e muito raramente tumores nos ovários ou nas glândulas suprarrenais.

O hirsutismo pode ser classificado em três categorias: a) excesso de androgênios produzido pelos ovários e/ou adrenais, b) aumento na sensibilidade cutânea aos androgênios circulantes ou c) outras situações que envolvam alterações secundárias no transporte e/ou metabolismo de androgênios.

Na primeira categoria, estão agrupados os casos de síndrome dos ovários policísticos (SOP), a hiperplasia adrenal congênita forma não clássica ou de início tardio, a Síndrome de Cushing e os tumores produtores de androgênios ovarianos ou adrenais.

O segundo grupo, corresponde ao hirsutismo dito “idiopático”, caracterizado por hirsutismo isolado, na presença de ciclos menstruais regulares e ovulatórios.

No terceiro grupo, outras situações como doenças da tireoide, hiperprolactinemia, uso de drogas (fenotiazinas, danazol, metirapona, ciclosporina, entre outras), podem levar secundariamente a um quadro de hirsutismo.

SOP é a causa mais frequente de hirsutismo de origem glandular. A prevalência em mulheres em idade reprodutiva varia de 4% a 8% para a população geral de mulheres. O quadro clínico associa hirsutismo, oligo/amenorréia e infertilidade. Os sintomas iniciam no período peripuberal e progridem com o tempo. Um número expressivo de pacientes apresenta obesidade e em 30% a 60% dos casos, em especial nas pacientes obesas, a resistência insulínica com hiperinsulinemia compensatória estará presente. Estas pacientes apresentam maior risco para desenvolver tolerância diminuída à glicose e diabetes mellitus. Outras manifestações dermatológicas como acne e alopecia são observadas, em um número menor de pacientes. Embora a etiopatogenia da SOP não tenha sido ainda esclarecida, a ocorrência de um padrão familiar sugere um componente genético da doença, possivelmente de herança autossômica dominante.

AVALIAÇÃO LABORATORIAL

O diagnóstico e acompanhamento de tratamento do Hirsutismo envolvem uma série de avaliações clínicas e complementares. Os exames laboratoriais e de imagem serão solicitados pelo médico de acordo com as hipóteses diagnósticas apoiadas pela avaliação clínica.

Quanto aos exames laboratoriais, estes podem incluir, entre outros:

  • Testosterona Total e Livre
  • 17OH Progesterona
  • Sulfato de Deidroepiandrosterona (SDHEA)
  • Prolactina, Progesterona, FSH e LH
  • Androstenediona
  • Dehidrotestosterona
  • TSH
  • Perfil Lipídico
  • Glicemia

Consulte seu médico para adequada orientação quanto ao diagnóstico e tratamento do Hirsutismo.

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Referências:

  • Sociedade Brasileira de Dermatologia.
  • Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
  • Hirsutismo: diagnóstico. Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo, v. 56, n. 1, p. 6-8, 2010.
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