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Hepatites: conheça as causas e sintomas, e previna-se!

 

Todo e qualquer processo inflamatório das células hepáticas pode ser chamado de Hepatite. Normalmente as pessoas costumam associar um quadro de hepatite com as hepatites virais clássicas, principalmente A, B, C, D e E. Porém, várias situações clínicas, de caráter não infeccioso, podem mimetizar um quadro de hepatite:

- Hepatite alcóolica
– Hepatite auto-imune
– Esteatorreia hepática (“fígado gorduroso”)
– Hepatite medicamentosa
– Neoplasias hepáticas

Mesmo quando falamos de um quadro de hepatite infecciosa, podemos ter várias causas não virais, como por exemplo em infecções bacterianas (febre tifoide, leptospirose), parasitárias (Fasciola hepatica), protozoários (Giardia spp.). Além destes microrganismos, podemos incluir outros vírus potencialmente hepatotrópicos, como Epstein Barr, Citomegalovírus, dengue e febre amarela.

Outro tabu a ser desmistificado é a icterícia, ou como alguns chamam de trisa. Existem causas de icterícia não hepáticas, como no caso da icterícia pré-hepática, normalmente associada à hemólise intravascular e icterícia hepática, devido à colestase hepática. Em contrapartida, algumas hepatites virais clássicas (principalmente hepatite C) podem ocorrer mesmo na ausência de icterícia.

Quando podemos suspeitar de um quadro de hepatite? Alguns sinais e sintomas são altamente relacionados com um quadro hepático. Dor abdominal, icterícia, fígado doloroso ao toque, febre, mialgia, artralgia, urina escura, fezes pastosas e esbranquiçadas.
Podemos classificar as hepatites em dois grandes grupos. As que são de transmissão fecal-oral, no caso da Hepatite A e E. Ambas são transmitidas através de água e/ou alimentos contaminados, tem seu mecanismo de transmissão ligado a condições de saneamento básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos. A transmissão percutânea (inoculação acidental) ou parenteral (transfusão) dos vírus A e E é muito rara, devido ao curto período de viremia dos mesmos. Não cronificam e tem baixa mortalidade.

A hepatite A tem alta prevalência em crianças, muitas vezes causando doença subclínica. No adulto a doença é mais grave, com alta taxa de mortalidade. A hepatite E tem importância clínica nas gestantes, devido à alta taxa mortalidade (podendo chegar a 20 %) quando adquire a doença no primeiro trimestre gestacional. Os dados epidemiológicos oficiais apresentam baixos índices de incidência, talvez pela restrita solicitação de investigação sorológica.

Outro grupo de hepatites são aquelas transmitidas através de diversos mecanismos, como o parenteral, sexual, compartilhamento de objetos contaminados (agulhas, seringas, lâminas de barbear, escovas de dente, alicates de manicure), utensílios para colocação de piercing e confecção de tatuagens e outros instrumentos usados para uso de drogas injetáveis e inaláveis. Há também o risco de transmissão através de perfurocortantes, procedimentos cirúrgicos e odontológicos e hemodiálises sem as adequadas normas de biossegurança. Hoje, após a triagem obrigatória nos bancos de sangue (desde 1978 para a hepatite B e 1993 para a hepatite C), a transmissão via transfusão de sangue e hemoderivados é relativamente rara. A transmissão por via sexual é mais comum para o HBV que para o HCV. Na hepatite C poderá ocorrer a transmissão principalmente em pessoa com múltiplos parceiros, coinfectada com o HIV, com alguma lesão genital (DST), alta carga viral do HCV e doença hepática avançada.
A hepatite B pode se apresentar de duas formas: aguda e crônica. Na forma aguda apresenta sintomatologia clássica de hepatite viral, com os sintomas supracitados. Na hepatite crônica há uma maior propensão para uma evolução desfavorável, com desenvolvimento de cirrose e suas complicações. Eventualmente, a infecção crônica só é diagnosticada quando a pessoa já apresenta sinais e sintomas de doença hepática avançada (cirrose e/ou hepatocarcinoma).
É fundamental que seja realizada a vacinação para hepatite B, em 3 doses, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde. Após a vacinação, deve ser verificado se a pessoa está imunizada contra a Hepatite B, através da realização de um exame de sangue chamado anti-HBs. A hepatite D ou Delta está obrigatoriamente associada a hepatite B, pois trata-se de um vírus incompleto, que necessita do vírus da Hepatite B para se replicar. É, do ponto de vista epidemiológico, mais associada à região Norte do Brasil.

A hepatite C não apresenta forma aguda (dificilmente se faz diagnóstico nessa fase), pode ser silenciosa, é eminentemente crônica, podendo levar à um quadro de insuficiência hepática, cirrose e/ou adenocarcinoma de fígado, muitas vezes levando o paciente para uma situação de transplante de fígado. Atualmente com o novo tratamento oferecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde, a cura definitiva tem sido atingida em 90 % dos casos. Porém, para o tratamento correto precisamos fazer o diagnóstico precoce.

Nos casos de triagem para hepatite, seja para exames de rotina ou para pacientes que apresentam sintomatologia compatível, são recomendados, segundo o Ministério da saúde, os seguintes exames:

Hepatite A – anti-HAV IgG; anti-HAV IgM
Hepatite B – HbsAg; anti-HBc
Hepatite C – anti-HCV
Hepatite E – anti-HEV IgG; anti-HEV IgM

A dica é Previna-se!

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