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Infecções Urinárias: de onde vem e como prevenir

As infecções urinárias ocorrem, obviamente, no trato urinário e podem ser divididas em dois principais grupos: cistites (trato urinário baixo) e pielonefrites (infecções renais). Consistem no segundo grupo mais comum de infecções, que mais geram consultas médicas, perdendo apenas para as infecções do trato respiratório.

Considerando apenas as infecções bacterianas, as quais necessitam de terapia com antibióticos, passam a ser as mais comuns, visto que as infecções do trato respiratório superior normalmente são de etiologia viral.

Propagação das infecções urinárias

As infecções do trato urinário são, por questões anatômicas, mais comuns em mulheres. Não apresentam sazonalidade, ocorrendo em todas as épocas do ano. Os homens apresentam infecção urinária nos extremos de idades, sendo que nos meninos devido às malformações congênitas e os homens com mais de 60 anos por problemas prostáticos.

As mulheres jovens constituem o principal grupo acometido, sendo que, aproximadamente 75 % das mulheres terão pelo menos um episódio de infecção urinária durante toda a vida. Outros grupos importantes com maior predisposição constituem gestantes, diabéticos, imunossuprimidos, nefropatas, pacientes com manipulação (uso de cateteres) urinária.

Causa das infecções urinárias

Entre as bactérias mais comumente associadas às infecções urinárias destaca-se o grupo das enterobactérias. Tais bactérias, como o próprio nome diz, são colonizantes do nosso trato gastrointestinal e, pela proximidade anatômica da região final do reto e o início da uretra, podem chegar rapidamente à bexiga.
Entre as principais enterobactérias podemos citar Escherichia coli (responsável por cerca de 80% dos casos de infecção), Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae, Morganella morganii, Enterobacter aerogenes, entre outros.

Outros microrganismos que também podem causar infecção urinária são Staphylococcus saprophyticus (principalmente em mulheres sexualmente ativas), Streptococcus agalactiae (gestantes), Enterococcus spp., Candida spp. (diabéticos).

Exames laboratoriais

Três exames laboratoriais estão relacionados ao diagnóstico de infecção urinária. O exame parcial de urina irá descrever as características físicas, químicas e celulares da urina e serve como uma triagem, mas nunca como um exame definitivo.

Para confirmação do diagnóstico faz-se necessária a urocultura (cultura de urina), na qual a urina será semeada em meios de cultura específicos para propiciar o crescimento bacteriano. É fundamental para, além de confirmar o diagnóstico, definir qual a etiologia da infecção e permitir a realização do terceiro exame, que é o teste de susceptibilidade aos antimicrobianos ou antibiograma.

O antibiograma irá demonstrar quais as principais alternativas terapêuticas, auxiliando o clínico a escolher qual o antibiótico mais adequado para o tratamento.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco associados às infecções urinárias estão muito bem estabelecidos. Podemos citar a atividade sexual como um dos principais predisponentes, visto que propiciam que as bactérias que fazem parte da microbiota vaginal possam chegar ao início da uretra. Como as mulheres tem a uretra muito curta, rapidamente tais bactérias atingem a bexiga e podem iniciar o quadro infeccioso.

A manipulação urinária, através do uso de cateteres (sonda de alívio e/ou cateter de demora), pode gerar pequenos traumatismos nas vias urinárias, além de carrear as bactérias da região inicial da uretra até a bexiga.

A gestação, seja por modificação hormonal e/ou pela compressão da uretra, também é um período no qual as infecções urinárias são mais comuns. Além disso, constitui um fator complicador, pois pode levar à uma infecção mais grave, a pielonefrite, quadro que coloca em risco a gestação e necessita internação para início de antibioticoterapia endovenosa.

Baseado nessa premissa, são indicados os exames de urina periódicos para gestantes, a fim de evitar qualquer complicação.
Qualquer fato que diminua a frequência urinária, como cálculos, reflexo vesico-ureteral, nefropatias, baixa ingesta líquida, também pode aumentar a probabilidade de infecção. Também cabe salientar que imunossupressão, seja por uso contínuo de antiinflamatórios ou doenças que afetam o sistema imune (diabetes, AIDS, tuberculose), diminuem a capacidade de resposta imune e deixam os organismos suscetíveis às infecções urinárias.

Como se prevenir de infecções urinárias

Várias medidas simples podem dificultar a instalação das infecções urinárias. Aumentar a ingesta de líquidos e, consequentemente aumentam a frequência urinária, são importantes para prevenção. Cada vez que a urina é eliminada, todas as bactérias que estão iniciando o processo de colonização e ascender a uretra são eliminadas, diminuindo o risco de infecção.
Também podem ser citadas a higiene pessoal, estimular a micção antes e após a relação sexual, evitar retenção urinária por longos períodos, tratamento e monitoramento adequado do diabetes, uso de antinflamatórios por curtos períodos, utilização de cateteres ou sondas vesicais somente quando necessário e por menor tempo possível.

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