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Micoses: pele, unha e couro cabeludo. Veja como se prevenir!

As micoses de pele são infecções superficiais causadas por fungos. Sua característica clínica é bem diferente das infecções bacterianas, visto que normalmente não são inflamadas, não doem e não coçam. Normalmente tem cunho apenas estético, visto que levam à manchas hipocrômicas (claras) ou hipercrômicas (escuras), bem delimitadas, circulares e descamativas.

Chegando o verão, muitas vezes tais manchas se tornam mais perceptíveis, visto que as pessoas tendem a, com a exposição ao sol, ficarem mais bronzeadas, tornando as lesões fiquem mais evidentes. Algumas pessoas equivocadamente acreditam que é uma micose de praia ou de verão.

Cabe ressaltar que os fungos são oportunistas e saprófitas, ou seja, se alimentam de matéria morta, em decomposição. Preferem regiões quentes e úmidas, como as regiões de dobras naturais (inframamária, axilar, inguinal e glútea) e pés.

Existem várias situações que favorecem seu desenvolvimento, como baixa da imunidade, uso prolongado de antibióticos, diabetes e situação de umidade e calor. Dentre as infecções fúngicas superficiais, cabe destacar três:

Micoses de pele;

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Micoses de unha;

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Micoses de couro cabeludo.

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Micoses de pele

A micose de pele mais conhecida é conhecida popularmente como “pano branco”. É causada por um fungo chamado Malassezia furfur, extremamente comum e de fácil disseminação. A manifestação clínica é de várias manchas brancas, espalhadas pelo corpo, principalmente no tórax e abdome (foto abaixo).

Mas outros fungos também podem causar infecções superficiais, principalmente os conhecidos como dermatófitos. Tal grupo compreende os fungos dos gêneros Trichophyton, Epidermophyton e Microsporum, cada um dos quais com características distintas. Podem causar manchas na pele, circulares e descamativas (foto abaixo).

Um outro tipo de micose muito comum, que acomete principalmente coxas, glúteos e região inter-digital (entre os dedos) dos pés é causada por Candida spp. Os casos mais comuns são conhecidos como “pé de atleta” (“frieira”), “sapinho labial” em crianças.

Esse fungo, também muito comumente associado a quadros de candidíase vaginal em mulheres, pode levar a quadros de intenso prurido, que muitas vezes ocasiona uma profunda dilaceração da pele (foto abaixo).

Micoses de couro cabeludo

As micoses de couro cabeludo também são comuns e levam à quadro de coceira e descamação. Tal descamação é conhecida genericamente como “caspa”, mas seu nome é dermatite seborreica. Está associada com o aumento da oleosidade do couro cabeludo e pode ter várias causas, dentre as quais hormonais, alérgicas, alimentares e fúngicas.

Micoses de unha

Sem dúvida a micose de tratamento mais complicado é aquela que acomete as unhas (onicomicose), principalmente dos pés. Por infectarem o tecido calcificado da unha, requer uso de antifúngicos tópicos (em forma de esmalte) e muitas vezes também associado com antifúngicos orais, por tempo prolongado (de 6 a 12 meses pelo menos). A lesão pode deixar a unha oca, com mudança de coloração, quebradiça e até mesmo promover sua queda (foto abaixo).

Como previnir as micoses

Hábitos higiênicos são importantes na prevenção das micoses. Usar somente o próprio material ao ir à manicure. Secar-se sempre muito bem após o banho, principalmente nas dobras, como as axilas, as virilhas e os dedos dos pés.

Evitar o contato prolongado com água e sabão. Evitar andar descalço em locais que sempre estão úmidos, como vestiários, saunas e lava-pés de piscinas. Não ficar com roupas molhadas por muito tempo.

Não compartilhar toalhas, roupas, escovas de cabelo e bonés, pois esses objetos podem transmitir doenças. Não usar calçados fechados por longos períodos e optar pelos mais largos e ventilados. Evitar roupas muito quentes e justas e aquelas feitas em tecidos sintéticos, pois não absorvem o suor, prejudicando a transpiração da pele.

Em caso de suspeita de micose, procure um médico

Além da prevenção, o diagnóstico precoce é fundamental para, além de iniciar o tratamento rapidamente, interromper a cadeia de transmissão. Através do exame de cultura para fungos podemos demonstrar qual o fungo associado com a infecção. Sabemos os fungos podem ser, de acordo com a sua transmissão, classificados em três tipos:

Geofílicos: transmitidos pelo solo;
Zoofílicos: transmitidos por animais;
Antropofílicos: transmitidos pelo homem.

O diagnóstico laboratorial pode ser obtido com dois exames: no exame micológico direto é realizada uma avaliação microscópica da amostra clínica, com resultado rápido (até dois dias úteis), fornecendo um resultado de triagem (presença de ausência de fungos).

Já na cultura de fungos a amostra é semeada em meios de cultura apropriados, sendo que iremos incubar e aguardar por 20 a 30 dias para permitir o (possível) crescimento fúngico. Tal resultado é confirmatório e irá demonstrar a espécie fúngica envolvida com a infecção.

Com esta informação, o médico poderá escolher o melhor tratamento e dar orientações que minimizem não só reinfecções mas como evitem a contaminação de outras pessoas.

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