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Tireóide: o que é, principais doenças e diagnóstico

A Tireóide é muito comum ouvirmos as pessoas dizerem que têm ela, como se isso fosse um problema de saúde. Mas a tireóide não é uma doença, mas um órgão do corpo humano como o coração, o fígado, pâncreas, entre outros.

No Brasil, cerca de 10% das mulheres acima de 40 anos e em torno de 20% das que têm acima de 60 anos manifestam algum problema na tireóide. Algumas estatísticas demonstram que 1 em cada 5 mulheres que procuram seus ginecologistas para iniciar a terapia de reposição hormonal apresenta, na verdade, problemas tireoidianos.

Porém é importante estar atento pois todas as pessoas, independente de sexo e idade, estão sujeitas a alterações desta glândula.

O que é a tireóide?

A tireóide (ou tiroide) é uma glândula em forma de borboleta (com dois lobos), que fica localizada na parte anterior pescoço, logo abaixo da região conhecida como Pomo de Adão (ou popularmente, gogó). É uma das maiores glândulas do corpo humano e tem um peso aproximado de 15 a 25 gramas (no adulto).

Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interfere, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes; na regulação dos ciclos menstruais; na fertilidade; no peso; na memória; na concentração; no humor; e no controle emocional. É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

Comparada a outros órgãos do corpo humano é relativamente pequena ela. É responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que atuam em todos os sistemas do nosso organismo.

Quando a tireoide não está funcionando adequadamente pode liberar hormônios em excesso (hipertiroidismo) ou em quantidade insuficiente (hipotireoidismo).

Hipotireoidismo

Se a produção de “combustível” é insuficiente provoca hipotireoidismo. Tudo começa a funcionar mais lentamente no corpo: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido.

Ocorrem, também, diminuição da capacidade de memória; cansaço excessivo; dores musculares e articulares; sonolência; pele seca; ganho de peso; aumento nos níveis de colesterol no sangue; e até depressão.

Na verdade, o organismo nesta situação tenta “parar o indivíduo”, já que não há “combustível” para ser gasto. A principal causa de hipotireoidismo é a tireoidite de Hashimoto (auto-imune), onde o próprio organismo destrói as células da tireóide. Porém também pode ser causado pela deficiência de iodo, estrogênio excessivo e diminuição da progesterona.

Sintomas:

● Depressão
● Desaceleração dos batimentos cardíacos
● Intestino preso
● Menstruação irregular
● Diminuição da memória
● Cansaço excessivo
● Dores musculares
● Sonolência excessiva
● Pele seca
● Queda de cabelo
● Ganho de peso
● Aumento do colesterol no sangue

Hipertireoidismo

Se há produção de “combustível” em excesso acontece o contrário, o hipertiroidismo. Nesse caso, tudo no nosso corpo começa a funcionar rápido demais: o coração dispara; o intestino solta; a pessoa fica agitada; fala demais; gesticula muito; dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada.

Uma das principais causas do hipertireoidismo é a Doença de Graves (auto-imune), onde o organismo produz anticorpos que estimulam continuamente a tireóide. Mas outras causas podem ser nódulo tóxico, bócio multinodular tóxico, tireoidite sub-aguda, tireoidite pós-parto, ingestão excessiva de iodo e supedosagem de hormônio tireoidiano.

Sintomas:

● Dificuldade de dormir
● Aceleração dos batimentos cardíacos
● Intestino solto
● Agitação
● Muita energia, apesar de muito cansaço
● Queda de cabelos
● Calor e suor exagerado.
● Menstruação irregular

Tanto no hipo como no hipertireoidismo, pode ocorrer um aumento no volume da tireoide, que chama-se bócio, e que pode ser detectado, através do exame físico. Problemas na tireoide podem aparecer em qualquer fase da vida, do recém-nascido ao idoso, em homens e em mulheres. Diagnosticar as doenças da tireoide não é complicado e o tratamento pode salvar a vida da pessoa.

Diagnóstico das doenças da tireóide

Estes são os exames mais importantes a fazer:

TSH (Hormônio tireoestimulante) Ultra Sensível – É o principal exame para o diagnóstico do hipotireoidismo e hipertireoidismo. Os valores normais de referência diferem de acordo com a faixa etária e presença ou não de gestação.

Recomenda-se a dosagem em pacientes com suspeita ou risco para hipo ou hipertireoidismo além de se recomendar o rastreio a cada cinco anos a partir dos 35 anos. Não necessariamente um TSH alterado reflete a presença de doença tiroeidiana.

Em algumas situações ele se eleva temporariamente, retornando para os seus valores normais em determinado período. Assim, é necessário realizar nova coleta em um intervalo de três a seis meses, acompanhado de dosagem T4 livre.

T4 (tetraiodotironina) Livre – O T4 livre é o hormônio inativo, antes de ser transformado em T3, a forma ativa pronta a ser utilizada pelas células. O T4 livre influencia os valores do TSH. O exame de T4 livre é mais útil que o T4 total, mas se tiver oportunidade faça os dois.

T3 (triiodotironina) Livre – O T3 livre é o hormônio que não está ligado à tireoglobulina, ou seja, está livre na corrente sanguínea e pode ser utilizado. O T3 livre influencia o TSH menos que o T4 livre. O exame de T3 livre é mais útil que o T3 total, mas se tiver oportunidade faça os dois.

T3 (triiodotironina) Reverso – O T3 reverso elevado anula o efeito do T3 e causa hipotireoidismo funcional, mesmo se TSH e T3 Livre estiverem normais. A causa do T3 reverso elevado pode ser uma intoxicação de metais pesados como o cádmio, chumbo e mercúrio.

TPOAb – Os anticorpos anti-tireoperoxidase destroem uma enzima que participa na criação dos hormônios da tireoide. Cerca de 90% das pessoas com um anti-TPO alto têm tireoidite de Hashimoto.

TgAb – A tireoglobulina é um percursor para a produção dos hormônios da tireoide presente na tireoide. Certa de 80 a 90% das pessoas com o TgAb elevado têm tireoidite de Hashimoto.

TRAb – Este anticorpo ataca os receptores de TSH na tireoide e pode estimulá-los ou bloqueá-los. Quando estimula os receptores causa hipertireoidismo e quando bloqueia causa hipotireoidismo. Cerca de 20% dos pacientes com este anticorpo têm tireoidite de Hashimoto e 95% tem a doença de Graves.

Referências: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – https://www.endocrino.org.br/tireoide/, acesso em 13/12/2017.

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